6.3.07

Games: Jogo será criado por milhares de usuários

Uma nova abordagem pode dar novos rumos para a indústria de videogames: a contribuição de milhares de usuários na construção de um jogo. Estão abertas nos Estados Unidos as inscrições para o desenvolvimento de um jogo on-line em que diversos internautas utilizam personagens para interagir (categoria também conhecida como MMORPG). Até agora, 20 mil se cadastraram, e o líder do projeto, o criador de games Dave Perry, espera um total de 100 mil participantes.
Segundo o site da BBC, um desses usuários será escolhido para “dirigir” um game futuro, recebendo os direitos autorais válidos. “Quero que seja um título que eles possuam e se sintam empolgados”, diz Perry, que com 24 anos já é um veterano na indústria de jogos.

A idéia inicial era desenvolver um jogo de forma mais rápida do que se fosse feito por profissionais sozinhos. O projeto, conhecido como Super Secreto, busca artistas, escritores, designers e técnicos de áudio. “Já somos o maior time de desenvolvimento de jogos na história. Se 1% das pessoas inscritas tiver algum talento, já está ótimo”, diz Perry.

Um grupo de profissionais irá construir o jogo, mas o ímpeto criativo virá dos usuários. “Não estamos fazendo isso por diversão. Esperamos combinar a inteligência de todas essas pessoas para criar algo melhor.”

Oportunidade
Os jogos de RPG fazem parte de um dos gêneros mais populares no mundo. Há uma pequena tradição entre os não-profissionais de criar conteúdo para a indústria de games. O jogo para PCs Half Life, de 1998, chamou atenção da indústria quando fãs criaram uma versão modificada do título, chamada de Counter Strike.

Muitas firmas já utilizaram o recurso para ajudar a criar conteúdo ou versões modificadas, mas a iniciativa de Perry é o mais ambicioso projeto comercial da área.

Perry espera que alguns dos voluntários sejam recrutados para trabalhar na indústria de games para trabalhar em outros projetos. Para ele, toda a indústria ganhará algo com a experiência. Porém, ele adicionou que há um plano B caso a contribuição dos usuários não se mostrar tão interessante.

http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL9431-6174,00.html

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