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19.5.08

Microsoft e Yahoo! voltam a negociar

Microsoft diz que retomou diálogo com Yahoo! e fará proposta diferente por fusão.

A Microsoft admitiu, em comunicado divulgado nos Estados Unidos, que voltou a conversar com o Yahoo! sobre a fusão entre as duas companhias.

“Estamos considerando um acordo alternativo com o Yahoo!, que pode envolver uma associação entre as empresas, mas não a compra de todas as ações do Yahoo!, diz a Microsoft em nota.

Originalmente, a Microsoft propôs comprar o controle do Yahoo! e pagar por ele US$ 44,6 bilhões. O Yahoo! recusou e as negociações se arrastaram por quase dois meses. Numa última tentativa, a Microsoft elevou sua proposta para US$ 49,6 bilhões. O novo valor também foi recusado pela empresa de buscas.

O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, disse que desistia do negócio. Para Ballmer, o valor ofertado já era alto demais e desagrava parte dos acionistas da Microsoft. O Yahoo!, por sua vez, diz que a Microsoft deprecia seu valor.

Sem acordo, a fusão parecia improvável. Mas há uma semana o bilionário Carl Icahn, grande acionista do Yahoo!, declarou que lutará para indicar conselheiros para a direção do buscador. Com representantes no conselho, ele prometia forçar o Yahoo! a retomar as conversas com a Microsoft.

A reunião que definirá novos conselheiros para o comando do Yahoo! ocorrerá no dia 3 de julho. Neste domingo (18), no entanto, a companhia de buscas admitiu que voltou a conversar com a Microsoft.

O plano da Microsoft é comprar apenas uma parte do Yahoo! e se associar ao buscador em áreas estratégicas para a companhia, como a venda de publicidade online. Os termos da nova proposta da Microsoft devem ser definidos ao longo da semana.

Uma preocupação compartilhada por Microsoft e Yahoo! é encontrar uma fórmula de se unirem sem infringir leis contra o monopólio. Afinal, juntos ambos os serviços concentram grande parte da audiência na internet e na venda de publicidade online.

No relatório de abril da comScore, por exemplo, o Google aparece com audiência nos Estados Unidos de 141 milhões de visitantes únicos, a maior no país. O Yahoo!, no entanto aparece logo atrás, com 140,4 milhões de unique visitors. Já a Microsoft detém outros 120 milhões de visitantes únicos, o que indica a força de uma união entre estas duas últimas companhias.

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/052008/19052008-1.shl

6.5.08

Yahoo! pode sofrer processos após rejeitar MS

O Yahoo! prepara-se para ser processado por parte de seus acionistas por dizer não à Microsoft.

A Microsoft retirou sua oferta de 33 dólares por ação no sábado porque a companhia de internet esperava valor de 37 dólares por ação.

A proposta da Microsoft já representava um ágio de mais de 70 por cento sobre o preço das ações do Yahoo antes que a batalha pela aquisição da companhia começasse há mais de três meses.

"Eu creio que é muito difícil para o conselho do Yahoo rejeitar uma oferta de 33 dólares quando eles mostraram nenhuma capacidade em recuperar o preço da ação", disse Stuart Grant, gerente-diretor na Grant & Eisenhofer, escritório da advocacia especializado em processos de acionistas.

"Haverá processos por falha em deveres fiduciários", acrescentou.

O Yahoo já enfrenta pelo menos sete processos contra sua atuação durante a oferta da Microsoft que datam da recusa inicial divulgada em fevereiro. Novas ações podem estar no caminho, afirmam advogados.

Mark Lebovitch, sócio da Bernstein, Litowitz, Berger & Grossmann, está representando dois fundos de aposentadoria de funcionários públicos de Detroit em um processo contra o Yahoo e seu conselho de administração.

O processo argumenta que o Yahoo explorou alianças com companhias como Google e AOL somente para afastar um acerto com a Microsoft. A ação ainda afirma que esses acordos podem destruir valor dos acionistas.

Todos os olhos estarão voltados nesta segunda-feira para a abertura da Nasdaq. Analistas acreditam que as ações do Yahoo podem despencar até 30 por cento.

"Se a ação cair, então você pode perceber que o conselho (de administração do Yahoo) destruiu bilhões de dólares em valor dos acionistas", disse Lebovitch. "Eles terão muito o que responder."

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/052008/05052008-0.shl

Microsoft desiste de comprar Yahoo

A Microsoft anunciou neste sábado (3) a retirada da oferta de compra do Yahoo, encerrando uma negociação iniciada em 31 de janeiro, quando a empresa de Bill Gates ofereceu US$ 44,6 bilhões pelo ex-gigante da internet.

Com as sucessivas negativas do Yahoo, a gigante do software aumentou a oferta para US$ 47,5 bilhões, o equivalente a US$ 33 por título. O Yahoo, porém, exigia um valor de US$ 37 por ação, o que elevaria o preço final a US$ 53 bilhões.

Em comunicado, o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, lamentou que as duas partes não tenham entrado em acordo. "Apesar dos nosso esforços, incluindo o aumento de US$ 5 bilhões na oferta, o Yahoo não demonstrou interesse na negociação. Depois de uma análise cuidadosa, nós acreditamos que as exigências do Yahoo não fazem sentido para nós", disse.

Recentemente, a oferta da empresa de Bill Gates havia caído para US$ 42,4 bilhões, devido à queda de cerca de 10% nas ações. O objetivo da reunião deste sábado era negociar uma possível fusão amistosa, depois que a Microsoft chegou a considerar a proposta de uma Operação Pública de Aquisição (OPA) hostil.

Competição com o Google
Os diretores da Microsoft afirmavam que a fusão poderia "revitalizar" seus negócios de internet, que se encontram imersos em perdas, assim como roubar uma fração de mercado do atual líder, o Google.

No entanto, a operação colocaria um ponto final na história do Yahoo como empresa independente, o que desagrada boa parte de seus empregados, além de seu fundador, Jerry Yang.

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL452620-6174,00.html

25.4.08

Microsoft pode desistir do Yahoo, diz presidente

A Microsoft está preparada para desistir da compra do Yahoo se a oferta de US$ 43,6 bilhões não for aceita. A afirmação foi feita pelo presidente da Microsoft, Steve Ballmer, durante um evento de tecnologia na Itália.

Segundo a agência Reuters, Ballmer afirmou que a divulgação dos ótimos resultados do Yahoo no primeiro trimestre não mudaram a visão da Microsoft sobre o valor da empresa.

"Seguimos achando que a melhor maneira de ganhar massa crítica contra o Google é nos unindo ao Yahoo. Espero que funcione. Mas se não funcionar, iremos em frente", disse Ballmer. "Estamos preparados para seguir sem uma fusão com o Yahoo".

http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2784040-EI4802,00.html

18.4.08

Presidente da Microsoft faz piada sobre proposta por Yahoo

O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, pode estar se arrependendo da tentativa de compra do Yahoo, após fazer uma oferta não solicitada de US$ 42,3 bilhões (cerca de R$ 70 bilhões) para a compra da empresa. O baixo número de pessoas que declararam, em um evento recente, usar o buscador do Yahoo, fez com que Ballmer fizesse uma piada a respeito do interessa da Microsoft de comprar a companhia rival.

Falando a um grupo de aproximadamente dois mil entusiastas da Microsoft em uma conferência de tecnologia em Seattle, Ballmer perguntou quantas pessoas usavam o Yahoo como seu mecanismo de busca favorito. Apenas algumas pessoas levantaram as mãos - um número menor do que aqueles que declararam usar o mecanismo de busca Windows Live. A maioria esmagadora levantou as mãos para o Google, que a Microsoft busca desafiar como uma fonte de influência de publicidade online.

Depois da resposta morna para o mecanismo de busca do Yahoo, Ballmer disse brincando: "Uau! E nós oferecemos 31 mangos (dólares) por ação".

Yahoo e Microsoft, que estão respectivamente em segundo e terceiro entre os mecanismos de busca, estão em um impasse. A Microsoft diz que o preço de US$ 31 por ação é justo, enquanto o Yahoo diz que a oferta subvaloriza a companhia significativamente.

16.4.08

Yahoo pode enfrentar obstáculos antitruste maiores com Google

A tentativa do Yahoo de formar uma aliança com o Google para evitar a proposta de aquisição da Microsoft pode enfrentar mais problemas junto às autoridades regulatórias do que a oferta não solicitada da Microsoft. Especialistas em assuntos jurídicos dizem que qualquer acordo entre os dois maiores serviços de busca na Internet atrairá forte escrutínio das autoridades regulatórias da competição nos Estados Unidos e na Europa, embora o Yahoo esteja tentando formar uma parceria de negócios com o Google em vez de uma fusão como a que a Microsoft deseja.

"O Departamento da Justiça certamente desejaria observar a situação com atenção, porque isso significaria que uma empresa que desejasse colocar ou receber publicidade online só teria um fornecedor a quem recorrer", disse Aaron Edlin, professor de Direito e Economia na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Nos últimos anos, os serviços de busca na Web superaram os portais ou home pages, por exemplo America Online, MSN ou Yahoo, como porta de entrada preferencial para muitos consumidores que estejam à procura de informações na Internet.

O Google detinha 59,2% do mercado de buscas norte-americano em fevereiro, ante 21,6% para o Yahoo e 9,6% para a Microsoft, de acordo com o grupo de pesquisa comScore. Para combater esse domínio, a Microsoft apresentou em janeiro uma proposta para adquirir o Yahoo em uma transação paga em dinheiro e ações agora avaliada em US$ 42 bilhões.

O Yahoo rejeitou a proposta por considerar que o preço é baixo demais e está procurando outros parceiros. Na semana passada, a empresa anunciou um teste de terceirização da publicidade vinculada a buscas com o Google, uma idéia que, segundo algumas fontes, é parte dos planos do Yahoo para formar uma aliança tripla para enfrentar a Microsoft, que envolveria também a America Online, da Time Warner.

Os especialistas em questões antitruste dizem que as autoridades regulatórias provavelmente se oporiam a uma aliança permanente entre Google e Yahoo, e provavelmente aprovariam a proposta de fusão entre Microsoft e Yahoo.