22.2.08

Brasil deverá ser terceiro maior mercado mundial de PCs em 2010

Os 10,7 milhões de computadores vendidos no Brasil em 2007 apontam para um crescimento que deverá transformar o país no terceiro maior mercado mundial de computadores por volta de 2010 – atrás apenas dos EUA e da China – segundo a consultoria IDC.

Hoje, o Brasil é o quinto mercado mundial em vendas anuais, atrás dos EUA (64 milhões), China (36 milhões), Japão (13 milhões) e Reino Unido (11,2 milhões). Na América latina, o Brasil é o líder nas vendas, com 47,3% do volume de negócios da região. É mais do que o dobro do segundo colocado em vendagem, o México, com 19,5%.

Os números de 2007 representam um aumento de 38% sobre as vendas de computadores e notebooks no Brasil em relação a 2006, segundo o estudo “Brazil Quarterly PC Tracker”. O consumo por desktops mantém a preferência nacional, com 9,1 milhões de equipamentos vendidos no ano passado, um aumento de 28% sobre o resultado de 2006.


Portáteis em destaque
Um dos principais destaques do mercado nacional foi a venda de notebooks, cujos preços se tornam cada vez mais acessíveis. Os modelos portáteis apresentaram um crescimento de 153% em 2007, sendo que no total as vendas de notebooks atingiram 1,5 milhão de unidades no ano passado.

Em comunicado da IDC, Reinaldo Sakis, analista sênior de PCs e monitores da consultoria, acredita que o crescimento apresentado no ano passado revela que o país avança rumo à tendência mundial, que segue com uma composição de vendas de com aproximadamente 70% de desktops e 30% de notebooks. No Brasil, as vendas de portáteis já estão na escala de 15%. Este número ganha relevo quando se compara com os percentuais apresentados em 2006 (8%), e de 2005, quando atingiu apenas 4%.

Por sua vez, o mercado paralelo – também conhecido como cinza – caiu de 50,8% em 2006 para 46,4% em 2007. Para Sarkis, essa diminuição não foi ainda mais significativa devido ao aumento do volume de produtos contrabandeados, principalmente notebooks. Segundo ele, “a fiscalização está intensa nas divisas mais passíveis de contrabandistas, com a Polícia Federal fortemente ativa. O problema, porém, é que o Brasil possui uma fronteira seca enorme, sem nenhuma fiscalização”.

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL305046-6174,00.html

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