14.3.08

Presidente da Intel defende empresa de acusações de abuso comercial

O presidente-executivo da Intel, Paul Otellini, iniciou nesta terça-feira (11) sua participação em uma audiência sigilosa para defender a maior fabricante mundial de chips de acusações de que a empresa teria abusado de seu domínio de mercado e usado descontos ilegais para prejudicar uma concorrente de menor porte.

A Comissão Européia, braço executivo da União Européia, acusou a Intel de pagar fabricantes de computadores a fim de dissuadi-los de usar produtos AMD. A Intel diz que concorre de maneira dura contra a rival, mas que age de acordo com a lei.

As unidades de processamento central da Intel equipam cerca de 80 por cento do um bilhão de computadores pessoais do mundo. As máquinas restantes são acionadas por produtos da rival Advanced Micro Devices .

Sem decisão

Karen Williams, a funcionária que presidirá à audiência, não tomará decisão sobre a disputa entre as duas fabricantes de chips, mas reportará suas observações a Neelie Kroes, a comissária da Competição européia.

Kroes, que agiu contra a Microsoft por abusar de sua posição dominante no mercado e recentemente impôs multa de US$ 1,3 bilhão de dólares à empresa, recomendará uma decisão final ao plenário da Comissão Européia.

Williams deve conceder à Intel quase todo o dia de terça-feira para contar seu lado da história e responder às alegações da comissão.

A Federal Trade Commission dos Estados Unidos e a Secretaria da Justiça de Nova York, que estão investigando possíveis violações das normas de competição pela Intel, estão representadas.

Outro lado

Williams dedicará a maior parte da quarta-feira a ouvir as demais partes interessadas no caso, entre as quais organizações de defesa dos consumidores como a BEUC, que congrega organizações européias do setor, bem como grupos individuais da Holanda, Espanha e França.

As organizações informaram ter recebido apenas um sumário da acusação, e que não haviam tido acesso à resposta da Intel; por isso, preferiram não expressar opinião sobre as alegações.

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL345887-6174,00.html

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