O Slide se soma, assim, a serviços como YouTube, Facebook e o MySpace, que foram bloqueados na Turquia, Paquistão, Tailândia e China por oferecer serviços de web que violam leis nacionais a respeito de restrições à liberdade de expressão.
A lei turca proíbe insultar a "identidade turca", as instituições estatais e Mustafa Kemal Ataturk, que fundou a Turquia moderna entre a década de 1920 e 1930.
Famosos escritores, acadêmicos e figuras políticas já enfrentaram processos judiciais devido à lei.
John Duncan, do Slide, disse que a empresa começou a receber queixas dos usuários turcos sobre os serviços do site em fevereiro, pouco depois que o tribunal ordenou ao Turkish Telecom, provedor de Internet do país, o bloqueio das páginas do Slide.
A ordem havia sido emitida em 24 de janeiro por um tribunal de Civril, uma cidade situada a 300 quilômetros da capital Ancara, acrescentou Duncan.
Empregados da empresa afirmaram que nunca receberam qualquer aviso formal contra a companhia, nem haviam conseguido identificar o material ofensivo, mesmo assim, a Turkish Telecom acatou a ordem judicial.
Duncan apontou que a política do Slide é retirar o conteúdo ofensivo de sua página.
"Não sei ao certo o que era este material. Apoiamos a liberdade de expressão, mas iremos retirar o material especialmente ofensivo. Poderíamos retirar isso se forem averiguados quais arquivos causaram a ação legal", disse.
A empresa californiana afirma que contratou representantes na Turquia e que estes tentam resolver o problema através de contato com o governo, enquanto trabalham em formas alternativas para que os usuários turcos possam acessar a página.
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