2.4.08

Crise americana pode congelar salários no mundo todo

Depois das empresas ligadas a crédito imobiliário e dos grandes bancos de investimento, a próxima vítima da crise financeira nos Estados Unidos pode ser o bolso dos trabalhadores no mundo todo. O alerta vem de uma pesquisa realizada com 1003 empresas de 80 países, entre eles o Brasil, pela consultoria de gestão empresarial Hay Group, com sede nos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, os representantes de 30% das companhias afirmaram que já estão congelando ou devem congelar os salários base de seus funcionários, como parte das medidas adotadas para reduzir o impacto da desaceleração da economia americana. A percepção de que a crise começa a assustar os executivos é reforçada por outra constatação da pesquisa, a de que embora a maioria dos entrevistados ainda não tenha sentido os efeitos da crise sobre o desempenho das empresas que representam, 16% deles prevêem que suas companhias sofrerão impacto negativo diante da turbulência financeira.

A situação é mais extrema na América Latina, região onde 61% dos executivos disseram que já decidiram ou devem se decidir em breve por manter os salários base nos níveis atuais, enquanto 47% afirmam já ter em andamento mudanças nos programas de incentivos variáveis de curto prazo, como bonificações e participações nos lucros.

O pessimismo latino-americano, no entanto, teve pouca influência sobre o resultado global, uma vez que apenas 17 companhias da região participaram do estudo, das quais três são brasileiras.

Além dos salários e dos bônus, também os benefícios oferecidos aos funcionários devem sofrer ajustes. Entre os participantes da pesquisa no mundo todo, 27% afirmaram que já modificaram ou pretendem modificar os benefícios de saúde dos funcionários, tais como os planos privados. Outros 21% dizem estar considerando mudanças nas aposentadorias e pensões dos empregados.

http://portalexame.abril.com.br/economia/m0156059.html

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