13.4.08

Internet tende a oferecer estímulo ao suicídio, diz pesquisa britânica

Os suicídios são atos extremados que chamam a atenção da sociedade. E, quando ocorrem em série, são retratados na mídia, muitas vezes com destaque para o método empregado.

Diante dessa situação, médicos e epidemiologistas ingleses resolveram estudar qual o papel da Internet na disseminação das idéias e dos mecanismos suicidas.
A pesquisa utilizou cinco ferramentas de busca comumente usadas pelos internautas e 12 palavras-chaves que remetiam ao tema.

Foram selecionados os dez primeiros sites de cada resultado de buscas, totalizando 480 indicações de 240 sites diferentes, 90 dos quais exclusivamente dedicados ao tema. A partir dessa identificação, os sites foram classificados conforme sua tendência.

Fashion

O que chamou a atenção dos pesquisadores foi que 50% desses sites foram considerados pró-suicídio, encorajando, promovendo ou facilitando o ato suicida.
Desse grupo se destacavam dois sites que promoviam a morte autoinfligida como uma atitude "fashion".

Cerca de 30% dos links, discutiam o tema com detalhes, avaliando prós e contras, porém sem apoiar ou desencorajar o suicídio. Alarmantes 9% dos resultados traziam informações detalhadas sobre métodos de suicídio, alguns de forma factual, e outros colocavam a autodestruição como algo divertido ou "moderninho". Ainda puderam ser identificadas 12 páginas eletrônicas que continham fóruns de discussão ou salas de chat sobre métodos de suicídio.

O lado triste da pesquisa foi descobrir que somente 13% dos sites encontrados eram fonte de apoio aos potenciais suicidas e que apenas 12% dos resultados das buscas desencorajavam o ato.

As leis que regem a Internet se baseam na auto-regulação, o que mantém e estimula a liberdade de expressão e a livre circulação de idéias. Já o suicídio, e principalmente a incitação e o apoio a ele, na maioria das sociedades ocidentais, é tipificado como crime.

A pesquisa britânica, publicada na última edição da revista “British Medical Journal”, deve ser entendida como um alerta aos pais e educadores. Existe a necessidade de uma discussão franca sobre o tema, especialmente com os adolescentes.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL396884-5603,00.html

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