7.10.08

Popularidade do Chrome está em queda

Depois de uma estréia arrasadora, a participação do navegador do Google diminui frente aos rivais.

Lançado há pouco mais de um mês, o Chrome 0.2 chegou a ter 1,16% do mercado mundial de navegadores, de acordo com medição dos pesquisadores da Net Applications. Mas a empolgação inicial parece ter acabado. Atualmente a fatia conquistada pelo browser representa 0,77% do total. No último dia 18, o navegador chegou ao seu ponto mais baixo, com 0.72% de participação.

Isso deixa o badalado navegador do Google bastante longe até mesmo do Safari, da Apple, que tem 6,7% de participação.

Enquanto isso, o Internet Explorer continua a perder seguidores e o Firefox se manteve estável. O IE ainda é o browser mais usado do mundo, com 71,5% dos usuários. Mas seu domínio vem caindo faz pelo menos sete meses. Em agosto, por exemplo, o navegador da Microsoft era usado por 72,2% dos internautas.

O navegador da Fundação Mozzila, por sua vez, ocilou pouco no último mês, com uma leve queda de 0,2 pontos percentuais em relação. Também de acordo com a Net Applications, o Firefox conta com 19,5% dos usuários.

2.10.08

Improvável - Abecedário

Novo papel apaga texto impresso em 24h para reutilização

Impressão some gradativamente para que o papel possa ser reutilizado


A Xerox mostra, durante a convenção de tecnologia NextFEST, que vai até 12 de outubro, nos Estados Unidos, seu novo conceito de papel reutilizável, uma alternativa ecológica para a impressão de páginas descartáveis. Segundo o Digital Trends, o invento mantém suas informações impressas por 24 horas, depois a impressão desaparece para que o papel possa ser reutilizado.

Para que funcione, o papel traz um composto químico que escurece quando exposto à luz, dispensando o uso de um toner ou cartucho de tinta. O composto vai clareando após 16 horas, até estar completamente apagado, processo que pode ser acelerado através de exposição ao calor.

A idéia surgiu depois de uma pesquisa realizada pela companhia que mostrou que 40% das impressões feitas em escritórios são utilizadas por menos de um dia, mas pode não ser a escolha de usuários domésticos, conforme noticiou o site TG Daily.

O conceito de papel sensível não é novo. Há mais de três décadas o chamado papel térmico é usados em aparelhos de fax, notas fiscais, recibos de transações bancárias e extratos, senhas em bancos e outras aplicações. Nos anos 80, havia até pequenas impressoras que funcionavam com papel térmico, vendidas como acessórios para os microcomputadores da época - um exemplo brasileiro é a TK-Printer, fabricada pela extinta Microdigital.

Um dos grandes problemas do papel térmico é, justamente, o fato de não poder ser usado como documento, já que a impressão esmaece com o tempo e a luminosidade.

A invenção da Xerox é um "papel térmico ao contrário", uma vez que escurece com luz e clareia com o calor. A empresa transformou o que era considerado uma desvantagem em principal vantagem do novo produto.

O papel, um conceito anunciado pela primeira vez em novembro de 2006, ainda não tem qualquer expectativa confirmada de chegada ao mercado .

Lei combate farmácias online irresponsáveis

O Congresso dos EUA aprovou na terça-feira (30/09) um projeto de lei que visa eliminar farmácias online enganosas, que vendem remédios sem a devida receita média.

A lei, sugerida pelo republicano Bart Stupak, proibiria a comercialização na internet de substâncias controladas sem a apresentação de um pedido do médico que examinou o paciente.

A regra também exigiria que as farmácias online exibissem informações específicas nos seus sites, incluindo o endereço e o número de telefone para contato, assim como dados do farmacêutico responsável pelo negócio.

A legislação é uma resposta à crescente preocupação de que farmácias online sem escrúpulos estão contribuindo com vícios e overdoses de remédio.

Associated Press

Câmera comprada no eBay revela fotos de serviço secreto britânico

Um usuário do site de comércio eletrônico eBay pagou cerca de R$ 57 em uma câmera digital que continha imagens do serviço secreto britânico, também chamado de MI6. As fotos exibiam suspeitos de terrorismo, lançamento de mísseis e também um documento com os dizeres “top secret”, com informações sobre um sistema de criptografia usado por agentes secretos.

Segundo o jornal britânico “Telegraph”, o comprador de 28 anos de Hemel Hempstead (Hertfordshire, Inglaterra) só descobriu que sua nova câmera continha as imagens quando baixou as fotos de uma viagem que fez.

Ele então avisou a polícia e se disse chocado quando oficiais foram até sua casa, alguns dias depois, para apreender o equipamento. De acordo com o jornal, foram cinco visitas na semana passada para questionar o usuário do eBay e também sua família. Um porta-voz do governo confirmou haver uma investigação em andamento, mas não deu mais informações sobre o caso.

As fotos, diz o “Telegraph”, estão ligadas às investigações sobre um membro da Al-Qaeda, chamado Abdul al-Hadi al-Iraqi, capturado pela CIA em 2007. “Esses documentos referem-se a uma operação contra insurgentes da Al-Qaeda, no Iraque. É de cair o queixo que as informações tenham vindo a público. Elas não só detalham ações e informações técnicas da MI6, como também colocam vidas em risco”, disse Neil Doyle, autor do livro “Terror Base UK”.

Com bandeira pró-segurança, rede social argentina desembarca no Brasil

Criada na Argentina em julho de 2007, a rede social Sonico chamou atenção no Brasil quando o Ibope//Netratings divulgou os sites de relacionamento mais populares do país;. Acessada por 7,9% dos internautas residenciais em maio, essa página ficou logo atrás do Orkut (69,8%) e à frente de serviços bastante conhecidos, como MySpace (4,8%) e Facebook (1,6%). Hoje com 24 milhões de usuários -- dos quais 5,5 milhões se dizem brasileiros --, o site faz a estréia oficial no país, onde pretende abrir um escritório local nos próximos seis meses.

“O Brasil representa um mercado muito importante, que já responde por 22% da nossa base de usuários cadastrados. Nossa estratégia será oferecer por aqui uma rede social melhorada em comparação àquelas já existentes, com aplicativos e termos de serviço locais”, afirmou nesta terça-feira (30) o diretor-executivo do Sonico, Rodrigo Teijeiro, 29, durante apresentação do serviço à imprensa brasileira. No Brasil, a versão de testes do serviço é oferecida há oito meses.

A estratégia de localização também será aplicada em outros países onde o Sonico pretende crescer, levando em conta que sua meta é transformar-se na principal rede social da América Latina. O escritório da companhia na Argentina tem 80 funcionários.

Segurança

Em um discurso parecido com aquele adotado pelo MySpace quando desembarcou no Brasil, o executivo da Sonico afirmou que o serviço quer garantir a segurança e a privacidade de seus usuários. Falando em espanhol -- ele já começou aulas de português --, Teijeiro disse que o Sonico chega para “resolver os problemas das redes sociais”, excluindo a pornografia, os perfis falsos e os spams, além do caos visual e auditivo.

Para evitar essas ações consideradas problemáticas, a empresa conta com ferramentas automáticas e também com uma equipe para monitorar todo o conteúdo postado. No Sonico é proibido, por exemplo, criar perfis com nomes de pessoas famosas, personagens fictícios ou animais. “Entendemos que a moderação atrasa o uso do site, mas essa é uma estratégia de longo prazo para a criação de uma rede feita com pessoas reais. Não queremos que a página seja uma nova versão do ‘Second Life’, onde homens dizem ser mulheres e vice-versa”, disse Teijeiro.

Apesar da monitoração, não há como garantir que os usuários se cadastrem com seus nomes, sobrenomes e fotos verdadeiras. Mas o executivo acredita que a exigência desses itens reforce o que ele chama de mentalidade de grupo: “ao entrar em um ambiente onde todos se comportam de forma parecida, as pessoas tendem a se comportar de forma similar”, explicou. Levando isso para o ciberespaço, não teria motivos para criar um perfil de Paris Hilton numa rede onde todos mostram quem realmente são.

Isso, segundo o executivo, representa uma vantagem do Sonico em relação ao Orkut, que surgiu antes e teve de se adaptar para coibir a divulgação de pornografia infantil e outros tipos de crimes. “Já iniciamos com foco em uma cultura de que, quanto mais reais as informações, mais útil será a rede social. Já o Orkut surgiu quando valia tudo nos sites de relacionamento e agora tenta mudar sua estratégia”, disse Teijeiro.

Ferramentas

Por chegar ao mercado depois de outras redes sociais, o Sonico usa ferramentas que considera bem-sucedidas em outros sites. “Como se trata de um fenômeno relativamente novo, os sites de relacionamento são experimentos. Nós também estamos experimentando e misturamos soluções que consideramos interessantes”, disse o diretor-executivo. “Escolhemos as ferramentas que funcionam, mas ninguém sabe ainda qual é a fórmula de sucesso das redes sociais.”

A página tem, por exemplo, o objetivo de levantar todas as instituições de ensino dos países onde atua, para permitir que antigos colegas de classe se reencontrem – foi com base nessa mesma idéia que surgiu o Facebook, em 2004. Como também já fazem outras redes sociais, o site tem mensageiro instantâneo, exibe conteúdo do YouTube, do Twitter, página de recados, galeria de fotos, sugestão de amigos e alertas de eventos. As possibilidades devem aumentar muito quando passar a oferecer aplicativos do sistema OpenSocial, ainda em outubro.

Todos os perfis do site são privados e só podem ser visualizados quando os internautas se tornam “amigos”. O Sonico também diz que suas buscas são mais inteligentes, pois o algoritmo dá prioridade às pessoas que acredita estar na mira dos internautas durante a procura: amigos, amigos dos amigos, internautas da mesma cidade ou da mesma universidade, por exemplo.

Nasdaq investiga erro que teria derrubado ações do Google a US$ 0,01

A divisão de vigilância da Nasdaq, indicador da cotação de empresas de tecnologia da bolsa de Nova York, vai investigar “possíveis transações errôneas” realizadas nesta terça-feira (30). Segundo a agência de notícias Reuters, elas “aparentemente derrubaram as ações do Google para US$ 0,01 no fechamento dos mercados norte-americanos”.

“Os investidores devem checar suas transações atentos a possíveis erros”, afirmou em comunicado a divisão de vigilância. As transações feitas a US$ 0,01 serão canceladas.

Bethany Sherman, porta-voz da Nasdaq, afirmou que haverá uma investigação para entender o que aconteceu às 15h57 locais, três minutos antes do fechamento. Segundo a Nasdaq, os detalhes sobre o que ocorreu serão divulgados assim que disponíveis.

O Google não quis comentar o caso. As ações da companhia de internet fecharam nesta terça a US$ 341,43, o que representa queda de 10,4%.


A matemática dos planos do iPhone

Escolher o aparelho mais barato pode custar (bem) caro para quem está louco para colocar os dedos num iPhone 3G. Os subsídios dados pelas operadoras no smartphone da Apple envolvem planos mensais que só compensam para quem vai falar muito (ou navegar intensivamente nas redes 3G).

Antes de optar por um plano ou escolher a operadora, é preciso fazer alguns exercícios de matemática. O primeiro deles é calcular quanto o aparelho somado às mensalidades de serviço vai custar no prazo de um ano, o período em que você ficará obrigatoriamente atrelado à operadora e ao pacote.

É nessa hora que os verdadeiros preços do iPhone no Brasil se revelam. No caso dos pós-pagos, para quem pretende colocar o browser a todo o vapor nas redes 3G, a vantagem dos planos da Vivo está nas opções com tráfego ilimitado. A opção mais barata no aparelho de 8 GB, de 899 reais, com o plano Vivo Completo vai sair 595 reais por mês, o que num ano soma 7.140 reais. Com o smartphone na conta, temos 8.039 reais.

Só que para quem passa a maior parte do tempo no escritório ou em ambientes em que pode navegar pelo Wi-Fi, a opção ilimitada não é uma boa. Aí, compensam os planos mais básicos, em que o aparelho sai por 1.499 reais, com mensalidade de 71 reais. Em um ano, o usuário terá desembolsado 2.351 reais.

A Claro, por sua vez, não criou pacotes para quem quer navegar nas redes 3G sem preocupações com o limite de dados. As opções vão, no máximo, a 200 MB de dados. Para quem quer pagar menos por mês, o plano mais barato sai a 84,90 reais por mês, que caem para 59,94 por mês. Somando os 1.999 reais do aparelho, em um ano o usuário terá pago 2.718,28. Só que as contas não param por aí. É preciso ainda levar em conta os minutos de cada plano, para ver o que se encaixa mais no seu perfil.

Além de todas as contas, existe ainda alguma dose de negociação com as operadoras. Os preços podem cair de acordo com a sua pontuação nos programas de fidelidade.

Se a sua intenção é ficar navegando pelo Wi-Fi, vale a pena dar uma olhada nas opções dos pré-pagos. O modelo de 8 GB sai a 1.889 reais na Vivo e 2.299 na Claro.

A capa de outubro da INFO (que, adivinhem, é sobre iPhone) traz os cálculos de custo/benefício do INFOLAB sobre oito planos da Claro e da VIVO.

Mídia e tecnologia se unem contra pirataria

Um grupo fundado por várias grandes companhias de mídia e de tecnologia vai promover a web como um ambiente em que os consumidores podem adquirir músicas, programas de TV e filmes sem precisar recorrer à pirataria.

Organizadores do grupo, chamado de Arts+Labs, comemoram a primeira vez que empresas de tecnologia e criadores de conteúdo se unem – em vez de brigarem em tribunais.

Nos últimos anos, ambos os lados e defensores do consumidor travaram inúmeras batalhas legais ao lidarem com questões relacionadas aos direitos de artistas, distribuidores e internautas.

“Prefiro muito mais essa nova abordagem”, disse Rick Carnes, presidente da Associação dos Compositores dos EUA (da sigla em inglês SGA) e membro do conselho do Arts+Labs.

O Arts-Labs é presidido duplamente por Mike McCurry, que foi assessor de imprensa do ex-presidente dos EUA Bill Clinton, e Mark McKinnon, conselheiro de mídia da campanha presidencial de John McCain.

Os líderes do grupo declararam que seu principal objetivo é educar consumidores e incentivar inovações capazes de transformar a web em um ambiente propício para a compra legal de músicas, filmes e programas de TV.

Reuters

Diretor de '300 de Esparta' vai produzir games da Electronic Arts

O diretor do filme "300 de Esparta" é o novo contratado da Electronic Arts para a produção de jogos em seu estúdio de Los Angeles.

Zack Snyder assinou contrato para a produção de três jogos, que também podem virar filme. Atualmente, Snyder trabalha na adaptação para o cinema de "Watchmen", história em quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons.

Jack vai ser diretor de criação dos jogos, em um acordo semelhante ao anunciado pela EA em 2005 com Steven Spielberg. O primeiro jogo da EA com a participação de Spielberg foi "Boom blox", lançado este ano para Nintendo Wii.

Hollywood vem trabalhando cada vez mais próxima da indústria dos games. Além de movimentarem mercados milionários, os dois setores compartilham o sucesso de franquias como "Senhor dos anéis", que deu certo tanto nos games quanto nos cinemas.

Enquanto isso, jogos populares continuam sendo transformados em filmes, como é o caso de "Max Payne", jogo de ação que estréia nos cinemas dos Estados Unidos em outubro.