20.1.09

Japoneses mapeiam cheiros na internet

Um site japonês descreve odores e mostra em um mapa em que lugares do mundo eles podem ser sentidos com mais frequência.

O “Nioi-bu” - que quer dizer “Clube do cheiro” - já registrou mais de 160 aromas, que variam de “vapor que sai de uma panela com arroz feito na hora” a “meias sujas usadas no verão”.

Cerca de 200 membros, nomeados “cheiradores”, são responsáveis pela descoberta e pela divulgação dos olores, de acordo com Kayo Matsubara, porta-voz da empresa que gerencia a página, a KAYAC.

Os internautas podem clicar em um área do globo aleatória e conhecer quais os perfumes peculiares do local e, se souberem de cheiros que não foram mencionados, podem acrescentar sua sugestão ao mapa.

“Um dos defeitos da internet é não ter cheiro”, disse Matsubara, “precisamos solucionar esse desafio.”

Associated Press

Entre para a Igreja do Google


Depois dos adoradores da Apple e do Linux, o mundo da tecnologia ganhou um novo grupo de religiosos fundamentalistas: os Googlemaníacos. Muito cuidado com o que diz. Eles estão de olho na web, doidos para defender sua empresa favorita de qualquer comentário mais crítico.

Antes que eu seja apedrejado – o que fatalmente irá acontecer nos comentários abaixo –, quero deixar claro que não tenho nada contra a Apple, as distribuições do Linux ou o Google. Também não vejo nada de errado em alguém ser fã de um ou de outro. Todos trouxeram (e ainda trazem) inovações incríveis. O problema ocorre quando uma simples preferência transforma-se em fanatismo cego.

Afinal, por trás das empresas, sistemas operacionais e serviços online estão pessoas, que infelizmente cometem uma tonelada de erros. Faz parte da natureza humana. E o jornalismo está aí para mostrar as imperfeições do mundo (real ou virtual). É aquela velha história: o cachorro abanando o rabo não é notícia, mas o rabo abanando o cachorro vale uma manchete. Se podemos pegar no pé dos políticos, por que não fiscalizar o Google?

Para os leitores mais aguerridos, vai aqui uma dica: rezem para o seu deus. Há alguns anos, um grupo de internautas muito bem-humorados criou uma nova religião, a Igreja do Google. No site The Church of Google, eles defendem que o buscador é aquilo que mais se aproxima de uma divindade e listam até provas disso. O Google é onisciente, onipresente, responde às suas preces (pesquisas) e sempre faz o bem (Don't be evil), por exemplo.

O pessoal da Desciclopédia até aproveitou parte do material e criou um artigo sobre a Igreja Googleísta. Nos momentos difíceis, recomendo a todos uma prece transcrita no site:

Google Nosso que estais na rede
Santificado seja o vosso site
Venha a nós a vossa sabedoria
Seja feita a vossa procura
Assim no Chrome como no Firefox
A sabedoria de cada dia nos dai hoje
Perdoai a nossa traição quando procuramos no Yahoo
Mas não nos deixe na mão
E nos livre da página não encontrada

Amém.

Jovens não querem os pais em redes sociais

Cada vez mais, os adultos e, principalmente, pais, acessam redes sociais. No Facebook e no Orkut, grande parte dos jovens se opõe a participação de seus progenitores.

A comunidade “Pelo amor de Deus – não deixe seus parentes participar do Facebook” (For the love of god - don't let parents join Facebook), por exemplo, já chega aos 6.582 membros e não pára de crescer. Em julho de 2007, quando a comunidade foi criada, havia 97 membros. No fim do ano, o número chegava a 500.

O crescimento foi proporcional a liberação do conteúdo para todas as contas de email, que ocorreu em setembro de 2007. Antes disso, para fazer parte do Facebook, os estudantes tinham que passar um endereço eletrônico do colégio ou da faculdade. Com o anúncio do fim das restrições, as reclamações contra a ferramenta começaram a surgir timidamente, e foram crescendo conforme muitos pais adentraram no site.

Segundo relatos das comunidades da rede que são contra a participação dos pais, os adolescentes, em geral, sentem que suas privacidades são invadidas ao terem seus responsáveis como ‘amigos’ na rede.

“Não acho que os pais devam ser banidos porque eles têm os mesmo direito do acesso ao Facebook que nós. Seria um tipo de criancice não deixá-los contatar seus velhos amigos por medo de que eles espiem suas fotos ou algo revelador. Mas eu penso que todos os pais deveriam saber que se forem fazer parte do Facebook, não o use para espiar seus filhos ou desrespeitar sua liberdade”, diz Nick Emmerson, um adolescente inglês, de York, num dos fóruns.

No Orkut, o acesso sempre foi liberado a todas as faixas etárias mediante convite de e-mail. Hoje, qualquer um pode se cadastrar na rede social. É comum, no Brasil, que todos os membros da família tenham pelo menos um perfil.

A universitária Raquel Miranda, de 20 anos, usa o Orkut para se comunicar com sua mãe, tias e primos, que moram em outra cidade. “Por eu morar em outra cidade, é bom que eu mato a saudade deles vendo os álbuns, e mandando algumas mensagens, mas eu preferiria que eles não tivessem, pois invadem minha privacidade. Eu não posso colocar fotos minhas e tenho que apagar as mensagens, por exemplo.”

Para fugir deste radar familiar, a estudante apagou todas as fotos do Orkut e procurou saídas alternativas, como o Facebook, ainda não tão popular entre os internautas mais velhos do Brasil. “Criei perfis em outras redes sociais que eles ainda não conhecem. Mas acho que não falta muito para descobrirem. Prefiro matar a saudade por webcam ou por MSN”.


Audiência em alta põe Wikipedia em crise

Para a maioria dos sites, conquistar novos usuários é a solução para problemas financeiros. No caso da Wikipedia, ocorre o contrário.

O sucesso de audiência da enciclopédia livre que, segundo a ComScore, é o quarto portal mais acessado da internet, está pressionando os custos de TI da fundação.

A ascensão da audiência do serviço obriga a Wikimedia Foundation a comprar novos servidores, arcar com custos maiores de banda e coloca em cheque a capacidade do grupo de manter o conteúdo colaborativo disponível sem recorrer a verbas publicitárias.

Nesta segunda, 5, o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, divulgou que a fundação recolheu doações de US$ 6,2 milhões ao longo de 2008. O número é três vezes maior que o arrecadado em 2007 mas, em função dos maiores custos da fundação, só vão sobrar US$ 200 mil para o grupo investir e proteger-se de crises.

A doação recorde só foi possível porque Wales fez um apelo no final do ano passado, pedindo doações aos usuários do serviço. No pedido de Wales, coube uma insinuação de que a enciclopédia pode ser obrigada a aceitar publicidade, caso não conte com a generosidade de seus fãs.

“Como um parque nacional ou uma escola, nós não acreditamos que publicidade deva ter lugar na Wikipedia. Nós queremos mantê-la forte e livre, mas nós precisamos do apoio de milhares de pessoas como você. Sua doação ajudará a Wikipedia a manter-se livre para todos usuários do mundo”, anotou Wales.

Gastos em 2009

Para 2009, a fundação desenhou um orçamento que prevê gastos de US$ 6 milhões. A Wikimedia prevê gastar US$ 1,6 milhão em custos financeiros e administrativos, incluído aí o pagamento de seus 23 funcionários. O maior custo, porém, é de infraestrutura, como servidores, aplicações de segurança, banda e gastos com storage. A previsão inicial é de custos de US$ 2,7 milhões. Mas este número pode crescer se a audiência do serviço seguir em alta ao longo de 2009.

Segundo nota de Wales, a fundação tem recursos em caixa para pagar todas as contas até junho deste ano. Para não ficar no vermelho, no entanto, vai precisar de maiores doações ao longo do ano.

Software cria hyperlinks no mundo real


 /

Imagine que você é um turista e quer saber alguma coisa sobre um prédio por onde está passando. Pegue o celular, aponte para ele com a câmera e receba informações na telinha.

Isso é o que o programa Mobvis promete fazer. Desenvolvido por pesquisadores da Eslovênia, ele tem um imenso banco de dados com fotos de prédios e monumentos da Europa. Quando você liga a câmera, o software compara a imagem mostrada com as de seu banco e, se o lugar estiver cadastrado, envia uma série de links para o aparelho.

Segundo pesquisadores da Universidade de Ljubljana, que estão trabalhando no projeto, o Mobvis consegue identificar os prédios em 80% dos casos. O grande desafio, de acordo com eles, é melhorar o software para que ele consiga comparar as fotos de seu arquivo com as tiradas por celulares com câmeras ruins.

Misturando a tecnologia com GPS, os desenvolvedores pretendem que o programa seja um caminho para fazer mapas mais inteligentes, usando conteúdo colaborativo. Não há uma previsão para que o projeto vire realidade, mas pelo menos, de acordo com os programadores, o nível de erros já está baixo – em nenhum momento o aplicativo retorna links sobre o prédio errado, por exemplo. Veja como tudo funciona no vídeo abaixo.


Crise abre oportunidades para empresas de TI

A crise financeira internacional pode ter impacto positivo para as empresas de TI brasileiras, defende entidade do setor.

A turbulência, que abalou grandes setores econômicos brasileiros, como o automobilístico e da construção civil, pode abrir novas perspectivas para empresários de Tecnologia da Informação na opinião do presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação, seção Rio de Janeiro (Assespro/RJ), Cláudio Nasajon.

“Essa crise tem uma parte boa, porque nós, empresas de TI [Tecnologia da Informação], fazemos soluções para melhoria de produtividade de outras companhias”, disse.

Recordando a premissa de que produtividade significa produzir mais com menor custo, Nsajon afirmou que qualquer que seja a solução de TI, desde uma simples planilha eletrônica até um software (programa de computador) de gestão, o sistema contribui para aumentar a produtividade.

“Se você está numa crise, as empresas devem procurar soluções para aumento de produtividade. Então, eu vejo para nós, lamentavelmente por causa da crise, uma ótima oportunidade para expandirmos nossos horizontes empresariais.”

Para Nasajon, o governo está, acertadamente, investindo em empreendedorismo. Ele acredita que os programas de incentivo a novas empresas do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão aumentar o número de empresas iniciantes que, certamente, trarão soluções inovadoras.

“O que acontece, agora, é que, com essa crise, os grandes investidores deram uma segurada. Não porque ficaram pobres, mas porque ficaram psicologicamente abalados. Isso abre uma oportunidade para o pequeno investidor, que pode entrar com capital-semente e o colocar em empresas de inovação que têm um potencial de crescimento grande, principalmente porque, agora, estão amparadas por todos esses projetos governamentais de empreendedorismo”, analisou.

Ele lembrou, ainda, que o setor de Tecnologia da Informação é um dos setores inovadores por sua própria natureza. Segundo Nasajon, o Brasil é destaque tanto na produção de soluções criativas de tecnologia como em termos de consumo. Ao contrário da Índia, o país consome 80% da produção de softwares. "O mercado interno de TI é muito forte. E isso dá ao país uma boa blindagem contra a crise.”

Cláudio Nasajon admitiu que as empresas que exportam mão-de-obra devem sofrer, no entanto, um pouco, perdendo competitividade, devido à valorização do dólar. Em compensação, o mercado interno brasileiro vai suprir essa perda de competitividade externa. “O Brasil é muito forte em desenvolvimento”.

Nasajon sugeriu que em vez de investir em empresas que terceirizam mão-de-obra para competir com a Índia ou a China, o governo brasileiro deveria incentivar o desenvolvimento de exportação de tecnologia.

“Eu quero concorrer com Israel. Eu quero ser comparado a um dos países que desenvolvem mais tecnologia e não aos que exportam mão-de-obra, por ser mais barata aqui do que nos Estados Unidos. E nós temos um potencial enorme para isso. Essa é a bandeira que a Assespro defende”, disse.

Agência Brasil

Site indiano une solteiros acima do peso

Um site indiano promete entregar romance tamanho GG para milhões de homens e mulheres acima do peso no país.

Na Índia, os mais “avantajados” em tamanho costumam ter problemas para encontrar um parceiro.

A obesidade, que já foi vista como um fenômeno tipicamente ocidental, está rapidamente se tornando um sério problema de saúde em países em desenvolvimento, como a Índia e a China, onde os mais abonados estão mudando de estilo de vida.

Mas os fundadores do www.overweightshaadi.com dizem que ser obeso não deve impedir ninguém de encontrar o par perfeito.

"Eu não acho que é certo perder peso apenas para que você possa se casar", disse Aditi Gupta.

Gupta e sua irmã Megha Singhal lançaram o site em outubro após ver os seus primos e amigos serem pressionados a perder peso.

A mídia indiana e Bollywood têm sido muitas vezes criticados por promover a idéia de magreza como sinônimo de beleza.

"Hoje em dia, as pessoas têm um ideal de 'tamanho zero' que não é prático", disse Gupta.

Mais de 100 homens e mulheres registraram os seus perfis no site até o momento. Dois conjuntos de casais já foram formados com êxito.

Mas é um início, em um país onde a cultura popular obriga os indivíduos a tomar consciência do seu físico, fazendo com que eles entrem na academia ou em dietas para se ajustar.

"As pessoas devem olhar para si em termos da sua personalidade e qualidades mais do que aparência física", disse Anand Kumar, um professor de sociologia em Nova Deli, da Universidade Jawaharlal Nehru.

"Existe um estereótipo sendo transmitido de geração em geração e ele é bastante severo quanto à obesidade".

Vários novos sites matrimoniais têm surgido na Índia nos últimos anos, incluindo portais de nicho para portadores de HIV, pessoas divorciadas ou contra a velha prática de dar dote.

Reuters

MP3 player salva turistas perdidos na neve

A luz de um tocador de MP3 ajudou a salvar dois turistas perdidos em uma noite gelada, presos na neve das montanhas suíças, disseram as autoridades de resgate no sábado.

Os dois - um esquiador e snowboarder, ambos da França - tinha se perdido no final da sexta-feira, afastando-se da área demarcada do resort de Savognin, no sudeste da Suíça, disse Gery Baumann, porta-voz do serviço de resgate na montanha Rega.

Eles foram capazes de alertar as autoridades utilizando um telefone celular, mas em seguida a bateria acabou, disse Baumann.

"Os dois entusiastas de esportes de inverno foram encontrados pela tripulação do helicóptero Rega pouco depois da meia-noite - graças à tênue luz do seu leitor de MP3", disse ele.

Os dois homens tinham apenas leve hipotermia.

Reuters

Opinião sobre produtos decide compra na web

Uma pesquisa realizada pela agência F/Nazca mostra que 48% dos internautas do país levam em consideração a opinião publicada por outros usuários ao comprar na web.

O estudo apontou que, entre os 64,5 milhões de usuários da internet no Brasil, 51% disseram que utilizam a internet essencialmente para fazer buscas, o que inclui consultas prévias na hora de adquirir algum produto em loja física.

De acordo com Moriael Paiva, diretor executivo da Talk Interactive, empresa especializada em comunicação interativa, o chamado boca-a-boca na web também ganha força graças ao perfil de navegação no Brasil: 87% dos internautas acessam a internet ao menos uma vez por semana e 38% todos os dias.

Paiva diz que cresce a preocupação por parte das empresas em monitorar a avaliação de seus produtos vendidos pela internet, assim como o investimento em qualidade no atendimento às exigências de seu público alvo.

Dos usuários que disseram levar em consideração a opinião de outros internautas sobre o produto, o levantamento mostra que 55% já incluíram algum conteúdo de avaliação na rede, 26% expuseram sua opinião e 20% fizeram reclamação online relativas a bens de consumo.

E este cenário deve se tornar mais consolidado a medida que a web amadurece no país. Pesquisa semelhante realizada nos Estados Unidos pela Deloitte & Touche, mostra que 60% dos consumidores buscam a opinião de outros na internet e 82% deste universo de usuários foram diretamente influenciados pelas análises no momento da compra.

Cibercafé dá endereço a moradores de rua

Em um país onde o endereço da sua residência é essencial para conseguir um emprego, um cibercafé perto de Tóquio está oferecendo mais do que a possibilidade de navegar na web.

Além dos serviços convencionais de um cibercafé, o estabelecimento permite que seus clientes oficialmente usem seu endereço como se morassem no local.

Este simples serviço é vital para cerca de 50 pessoas que freqüentam o Cyber@Cafe, muitas das quais recorreram a essa alternativa após serem demitidas devido à crise econômica mundial.

Takemitsu Karitachi, um trabalhador temporário de uma fábrica próxima do cibercafé, passou as noites dos últimos dois meses dormindo no chão do estabelecimento, depois de ter perdido o emprego e ser despejado de seu apartamento.

“Antes de eu encontrar o Cyber@Cafe eu dormia em bancos de parques e ninguém queria me dar serviço porque eu não tinha endereço fixo”, ele relembra.

Reuters